quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Tendências Outono 2011 – O Colete…

A tendência que as mulheres têm para “roubar” peças ao guarda-roupa masculino, já não é novidade. Já se falou em crónicas anteriores, em relação à gravata e ao blazer. Nesta vamos falar de coletes, peça clássica masculina, mas que entrou no guarda-roupa feminino e, nesta estação, é peça indispensável.
Este foi inventado/criado no século 18 e, nessa altura, era exclusivamente masculino. As mulheres adotaram essa peça em finais do século 19. Inicialmente, só era usada com saias e blusas, nos anos 60 entrou de vez no guarda-roupa feminino e até hoje tem-se mantido, embora com diversas adaptações e versões sempre renovadas.
É uma peça versátil e facilmente adaptável a várias ocasiões e looks, tem poucas contra-indicações e não tem idade.
Este vai aparecer em diversos padrões e tecidos, o que vai permitir o seu uso em diversas versões/estilos, desde o punk com rasgos e tachas, passando pelos mais delicados de rendas ou com bordados, os de pelo para os dias mais frios e os com brilhos e paetês para a noite.
Este tanto pode ser usado em ocasiões mais formais como mais desportivas. Os restantes complementos é que ditam a situação mais adequada.
Com calças e camisas fica um estilo mais masculino, com gangas mais desportivo. Se usado com vestidos ou saias mais curtas fica muito jovem. Para a noite, além dos vestidos, fica bem sexy com calções.
Algumas dicas:

Se optar pelos de pelo, escolha os tons de nude e mel ou os que misturam cinzas e preto. De realçar que pelo seu volume são desaconselháveis às mais baixas se cheiinhas.
Em relação ao comprimento do colete, os mais curtos beneficiam a mulher mais baixa, os mais compridos disfarçam o peito e as ancas mais largas.



Os coletes com estampas devem ser usados com peças lisas e assentam melhor em mulheres relativamente magras e com pouco peito.
O colete de modelo mais comprido, pela anca, fica lindo com calção, calça ou com vestido comprido, para mulher alta, e vestido acima do joelho, para mulher baixa.


O colete mais curtinho, aquele mais tradicional, fica lindo com a calça clássica e a minissaia.
Se for o modelo mais clássico, como é eminentemente masculino, tente combiná-lo com elementos muito femininos, como, por exemplo, saltos altos.
Por já se ter tornado um clássico, com a vantagem de poder ser usado em qualquer estação e qualquer situação, esta peça deve estar sempre no seu guarda-roupa.
Porém, não esqueça ao adquirir um que este deve ter algo que vá de encontro ao seu estilo. Depois, com muita criatividade, aproveite, porque este pode ser um aliado muito bom no seu guarda-roupa.

Até breve… com mais dicas…
Augusta.

domingo, 9 de outubro de 2011

Crónica: (f)útil!!! – O factor… “E”…


É de elegância, de estilo… enfim, com esta crónica pretendemos dar pequenas/grandes dicas que a podem diferenciar e tornar única.
Se gosta de jóias, aposte em peças delicadas e discretas e de preferência com muita qualidade. Exemplo, um fio liso em ouro com um pequeno brilhante, é lindo no dia-a-dia e fica divinal num evento mais formal, é algo que chama a atenção apesar de ser muitíssimo discreto. Se, porém, gosta de peças mais chamativas ou com mais volume, algo que nunca deve esquecer é que se o colar for volumoso não coloque brincos.
Um dos acessórios que mais revela a personalidade de quem o usa é o relógio. Durante muito tempo considerado indispensável para se situar temporalmente, este é actualmente símbolo de estilo. Para se demarcar, escolha um relógio que tenha a ver com a sua forma de estar, mas que tenha um pormenor diferente ou único ou, então, que seja intemporal e clássico.



Em relação ao perfume, qual o segredo em o usar, porém sem exagero para se manter discreta. O truque é de manhã, antes de sair de casa, e quando já estiver totalmente pronta, vaporize um pouco do seu perfume atrás dos joelhos. Espantada? É um truque fantástico, porque assim, ao longo do dia, o aroma vai subindo e diluindo-se em si de forma muito discreta e suave. Terá sempre a sua fragrância, mas de forma muito suave.
Algo indispensável e que desperta paixões para praticamente qualquer mulher é os sapatos. Pois bem, se quer ser discreta mas elegante: se for baixinha, opte pelos pumps (sapato alto clássico com plataforma), podem ser mais ou menos altos, com tacão mais ou menos fino, vai depender do seu gosto e equilíbrio; para a mulher mais alta, a denominada bailarinas - hoje em dia, existem modelos ícone na qual pode investir, o ideal é seleccionar tons discretos, como o preto, azul-escuro, cinzento ou então os tons mais neutros, castanho, nude e toda a gama dos beges.
Ora, não podemos esquecer de forma alguma a carteira, outro acessório indispensável à mulher moderna.
Evite carteiras demasiadas volumosas, principalmente se for baixa. De dia, escolha um modelo clássico que fica lindo com tudo, desde a saia lápis à calça de ganga e, para a noite, prefira a clutch em forma de envelope e num material nobre.
É nos pequenos nadas que se deve tomar verdadeira atenção, distinguem e tornam as mulheres inesquecíveis.

PS: Enviem ideias/sugestões e façam comentários ou, então, se tiverem alguma dúvida ou necessitarem de outro tipo de dica mais personalizada, enviem-me um e-mail para udcode@gmail.com

Até breve… com mais dicas…
Augusta.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Tendências Outono 2011 – A saia…

Entre as tendências para o outono 2011, a saia em todos os tecidos, padrões e tamanhos promete um retorno triunfal.
 As saias longas (também denominadas máxi) voltam a ser tendência, assim como a minissaia e também a lápis, aquela que passa um pouco do joelho. Ou seja, mais uma vez a moda surpreende e deixa de ser ditadora, dando escolha para todos os gostos.
As saias longas fazem lembrar o estilo hippie. O que vai usar para cima e os acessórios irão fazer toda a diferença, é aí que pode afirmar o seu estilo único e pessoal.
De realçar que a saia longa é mais adequada para as mulheres mais altas, em relação às mais baixas. Se quiser usar a saia longa, o ideal é utilizá-la em modelos com cinta alta para dessa forma não achatar a silhueta. Outro truque é usar na parte superior uma peça do mesmo tom: vai ajudar a alongar o seu corpo.
Algumas dicas para e como usar a saia máxi:
Aqui, os acessórios mais adequados são os cintos bem finos, colares com ar campestre e bolsas em couro cru.
Em relação às peças mais adequadas, referimos as camisas de preferência com quadrados se a saia for lisa; se for de padrões, o ideal será uma camisa justa num dos tons da saia. Os casacos em malha também ficam lindos, jaquetas de pele em estilo hippie e o eterno blusão de ganga.
Em relação ao calçado mais adequado, para as mais altas sugere-se o sapato tipo oxforde (salto quase raso com cordão – estilo masculino), mas também se adequa a todos os tipos de bota.
Desaconselhamos o seu uso com sapatos sociais, pois são estilos que não combinam.
De realçar que este tipo de saia tanto pode ser usada de dia como à noite; a diferença esta apenas nos complementos.   
Claro que em qualquer modelo de saia, as saias de uma cor só são as mais versáteis e as mais fáceis de combinar.
Em relação às rainhas da estação, as saias pencil (lápis), são as que ficam ligeiramente abaixo do joelho e acompanham o corpo, ou seja, são justas e afunilam do meio da coxa para baixo. Este modelo de saia surgiu em meados dos anos 50 e, até hoje, com mais ou menos destaque, ela acaba por surgir em quase todas as estações.
É um modelo de saia muito elegante e, por ser justa, bastante sensual. Esta é ideal para conjuntos mais formais, mas também se adapta ao estilo mais casual, uma vez que, dependendo dos acessórios, torna-se bastante versátil.
O modelo mais clássico é ligeiramente abaixo do joelho. Porém, com o passar do tempo, os tamanhos foram variando para se adaptar aos gostos e estilos diversos.
O modelo desta saia com cinta alta fica bem a praticamente todos os tipos de corpo; combina bem com camisolas e camisas por dentro da saia.


Quem tiver anca larga e perna grossa é aconselhado modelo mais clássico, abaixo do joelho, e ainda que a saia seja ligeiramente folgada para não marcar tanto. 
Relativamente ao calçado, se tiver uma perna longa, as botas de cano curto ficam lindas; se pelo contrário tiver uma perna mais baixa deve investir em saltos altos, por exemplo, os peep toe.


O seu tipo de perna vai determinar o comprimento da saia.
Em relação aos tecidos, os que tiverem alguma elasticidade são os preferidos, uma vez que a saia é justa. Isso irá permitir algum movimento. Porém, se for mais forte, deve dar preferência à fazenda, lã e tweed e usar um modelo ligeiramente mais solto.


Se só quiser adquirir apenas uma destas saias, o ideal é ser num só tom neutro, como o preto ou o nude. 
Esta saia tem ainda outra qualidade. É considerada ideal para trabalhos mais conservadores, poderá ser combinada com scarpin e, no inverno, pode usá-la com meias de lã, ficando linda combinada com casacos e blazeres no mesmo tom, em fatos, ou a contrastar.


De realçar que, por ser uma saia muito sensual, a maquilhagem e os acessórios devem ser discretos.
Em relação a uma abertura, para facilitar o movimento, esta não deve exceder os 8cm, para que não se torne vulgar.
Por fim, a minissaia que apareceu nos anos 60, por volta de 1964, mudou o guarda-roupa feminino.
O pai da minissaia foi André Courrégas, mas foi Mary Quant que a eternizou, quando num festival da canção, Sandie Shaw apareceu com ela e com os pés descalços. 
A primeira minissaia tinha cerca de 30cm de comprimento, foi considerada, além de sinónimo de feminilidade, uma forma de libertação sexual feminina.


Inicialmente, só era usada pela denominada “juventude rebelde”, como forma de afirmação. Com o passar dos tempos, foi surgindo em visuais renovados com diversos formas, mais justas ou mais largas, novas estampas e tecidos, ou seja, criando diversas opções para o consumidor.
Isto deu origem a que praticamente todas as mulheres, sendo mais ou menos conservadoras da sociedade europeia, tivessem pelo menos uma no seu guarda-roupa.

Ora, com mais ou menos assiduidade, esta tem aparecido desde aí e, neste outono, esta tendência vai manter-se.
Uma das dicas para quem quer usar minissaia é ter algum cuidado na hora de combinar. Uma vez que a saia é curta, para cima use algo mais desportivo e solto, e evite decotes para não cair no vulgar.
Para as mais fortes, sugere-se as saias com um corte evasé: criam um efeito de mais alongada, logo mais magra.
Para as muito magras, são aconselhadas as saias franzidas; dê preferência a padrões e cores que vão dar a ilusão de volume, criando curvas.
Muitos outros modelos existem, porém, estes são de momento considerados os mais in. Construa o seu look e desfile, é moda.

Até breve… com mais dicas…
Augusta.

domingo, 2 de outubro de 2011

Crónica: A Evolução do Vestuário... o Vestuário nas três primeiras décadas do século XX... 2ª Parte - de 1914 a 1929

Continuação...

No século XX, métodos cada vez mais avançados utilizados na produção industrializada de vestuário levaram a que este fosse produzido em massa. As roupas, estando prontas para serem usadas, tornaram-se mais baratas e acessíveis. Isto permitiu que a moda feminina variasse mais do que nunca.


 A Primeira Guerra Mundial (1914- 1918) mudou completamente os estilos de vida e a moda de roupa elegantes, desaparecendo o luxo da moda francesa e inglesa.
As revistas de moda rejeitam o exagero dos estilos pré-1914. O novo estilo devia ser racional, prático, simples, clássico. A guerra acelerou, pois, a adoção das inovações já introduzidas a partir de 1910.
O vestuário feminino deste período está intimamente ligado ao movimento de emancipação das mulheres e ao seu envolvimento na economia de guerra. As perdas humanas estimularam as mulheres a tomar lugares na sociedade antes reservados aos homens. Sendo assim, surge a necessidade de roupas mais práticas, que se adaptem a atividades inteiramente novas.
 A exigência de liberdade de movimento, de conforto levou ao fim do uso do espartilho, substituído progressivamente pelo sutiã. As saias tornaram-se mais curtas e flexíveis, de corte reto (tipo tubo) e o seu comprimento sobe até as canelas.
Com a guerra, o tailleur pela sua sobriedade, simplicidade e funcionalidade torna-se o elemento essencial do guarda-roupa feminino. Os casacos usavam-se amarrados na cintura, cobrindo parte das saias, aumentando, assim, os quadris.
Os sapatos e botas meio abotoadas deixavam ver as meias de algodão pretas, castanhas ou cinzas. Os chapéus simplificaram-se. As roupas perdem os tons coloridos, tornando-se cada vez mais sombrios devido ao crescente luto.


Nesta época, Coco Chanel impõe um estilo simples que reflete a sobriedade de guerra em geral. Os seus vestidos em linha direita impõem-se, os tons neutros e o preto substituem os tons coloridos e a moda do jersey, tecido macio, elástico e de malha, torna-se um sucesso.
Os anos que se seguiram à Primeira Guerra Mundial são de otimismo num mundo sem problemas. São “os loucos anos 20”, uma década de prosperidade e liberdade, animada pela convivência em bailes ao ritmo do som do charleston, foxtrot, tango e jazz, pela frequência da ópera, do cinema e do teatro.
 A mulher passa a ter uma atividade social mais importante, traduzindo no seu comportamento e modo de vestir o espírito desta época.
Os criadores de moda compreenderam que tinham que a ajustar a um mundo novo, a uma nova clientela – atrizes, atores, escritores, artistas – e às mulheres que agora copiavam as roupas de atrizes e cantoras famosas – Gloria Swanson, Mary Pickford e Josephine Baker. Daí passaram a desenhar modelos com linhas inovadoras que agradassem à clientela.
Funcionalismo, utilitarismo, simplificação marcaram a moda destes anos.
 A mulher sensual era aquela sem curvas, seios e quadris pequenos. A silhueta feminina dos anos 20 era tubular, os vestidos e as saias de seda e linho tinham linhas sóbrias e retas, eram mais curtos, acima do joelho, leves e elegantes, e a cintura baixou para a altura dos quadris. As bainhas das saias ficam assimétricas, o decote desce mais um pouco formando ‘‘U’’, os braços e costas são deixados à mostra.


As mulheres começam a usar cabelos curtos, à "La garçonne", como era chamado.
O chapéu, até então acessório obrigatório, ficou restrito ao uso diurno. O modelo mais popular era o "cloche", enterrado até aos olhos, com abas voltadas para baixo muito estreitas.
A moda é marcada pelo uso do “sapato aberto”, que era fechado na frente mas deixava o calcanhar  à mostra (adotado por Chanel) e do sapato alto.

As mulheres, também, vestiam cintas de malhas de borracha, que modelavam as ancas, as quais eram presas às meias, muitas vezes de seda, com cores claras. O uso do sutiã progrediu.
Em 1925, as roupas de banho, de tecido espesso, encurtam-se.
A maquilhagem era forte e a tendência era o batom de tom vermelho, os olhos bem marcados com cores fortes e as sobrancelhas arranjadas.
Em 1927, Jacques Doucet subiu as saias ao ponto de mostrar as ligas rendadas das mulheres.
Na década de 20, têm sucesso as criações da estilista Coco Chanel – com seus cortes retos, capas, blazers, tailleurs, colares compridos, boinas e cabelos curtos – e de Jean Patou.

A euforia dos "felizes anos 20" acabou no dia 29 de outubro de 1929, aquando do crach da Bolsa de Valores de Nova York.

Henrique Monteiro
Prof./Editor/Escritor

Até breve...
Augusta.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Cuidados a ter: Alisar o cabelo em casa…

O cabelo é sem dúvida uma das imagens de marca de qualquer mulher. Mais longo ou mais curto, liso ou ondulado, este contribui para a imagem que passa instantaneamente para o outro. Logo trazê-lo bem limpo e com um bom corte é fundamental.
Na crónica de hoje vou dar algumas dicas para quem tem cabelo ondulado e gostaria, nem que seja de vez em quando, de o ter liso.
Ora existe um aparelho, denominado ferro de alisar, que alisa rapidamente e facilmente o cabelo mais ondulado e rebelde e que, com apenas duas passagens, dá um efeito de liso e muito brilhante. Trabalho este, que se for feito com a escova e secador tradicional, só será alcançado ao fim de muitas passagens e, se for em casa, o resultado dificilmente será o mesmo.
Como utilizar este aparelho: Para começar terá de o escolher e comprar. Nunca o faça à primeira, procure vários locais, tire as suas dúvidas. No acto da compra dê preferência às placas de cerâmica em vez das de metal, que são muito mais agressivas para o cabelo.




Vamos então iniciar o trabalho. O cabelo deve estar lavado e seco, aconselha-se, se for muito ondulado, no acto de secar passar algumas vezes a escova e o secador para dar um efeito semi-liso.
Aplique um produto específico de protecção do calor para o cabelo. É só procurar, há de diversas marcas no mercado.



Após estas preparações, pegue numa madeixa de cabelo pela raiz, ou o mais perto possível, prenda-a no aparelho, pressione ligeiramente e vá descendo lentamente até ao final do seu cabelo. Repita a operação na mesma madeixa e depois passe à seguinte e assim sucessivamente para todo o cabelo.
Se sair um pouco de fumo na primeira passagem, não se preocupe, é apenas a água contida no produto de protecção que aplicou a evaporar-se.



Dicas:
 - Não deixe o ferro parado sobre o cabelo, pois ele é tal e qual o ferro de passar roupa. Se fizer isso vai queimar, ele deve deslizar devagar desde a raiz até as pontas, mas sem paragens.
- Nunca utilize o aparelho sobre o cabelo molhado ou húmido.
Experimente e aproveite o seu dia… seja bela e feliz. É importante para o seu bem-estar e mantém a auto-estima.

PS: Se tiverem alguma dúvida ou necessitarem de outro tipo de dica mais personalizada, enviem-me um e-mail para udcode@gmail.com

Até breve… com mais dicas…
Augusta.